Mineração sustentável. Essa é a nossa frente.

Deputado Arnaldo Jardim apresenta avanços da Política Nacional de Minerais Críticos a líderes partidários

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), diretor da região Sudeste da FPMin, apresentou nesta terça-feira (18) aos líderes partidários, durante reunião do Colégio de Líderes da Câmara, as diretrizes do parecer que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O relator destacou que o texto moderniza o setor, amplia instrumentos de fomento e estabelece incentivos capazes de impulsionar investimentos em toda a cadeia mineral. 

Jardim reforçou aos líderes a importância de avançar rapidamente na votação da proposta, que está entre as prioridades da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin). 


Principais pontos apresentados aos líderes
 

O deputado detalhou que a PNMCE cria um conjunto de incentivos fiscais, financeiros, creditícios e regulatórios para acelerar a exploração, a transformação mineral e o desenvolvimento tecnológico no Brasil. Entre as medidas previstas no parecer estão: 

  • Isenção de Imposto de Renda para uso de marcas, patentes e licenças de tecnologia. 
  • Extensão da Lei do Bem para atividades de pesquisa e lavra mineral. 
  • Inclusão da transformação mineral no Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura). 
  • Criação de um regime aduaneiro especial para projetos do setor. 
  • Possibilidade de emissão de debêntures incentivadas para financiar empreendimentos.
     

Além disso, o parecer determina que empresas do setor destinem o mínimo de 0,5% da receita bruta para pesquisa tecnológica e inovação. Projetos de exploração, produção, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana também poderão acessar recursos por meio de debêntures de infraestrutura. 


Definição de minerais críticos e estratégicos
 

Durante a apresentação aos líderes, Arnaldo Jardim explicou que a política organiza o setor a partir de dois grupos de substâncias essenciais: 

  • Minerais críticos, cuja escassez pode afetar a economia — como grafita, cobre, níquel, terras raras, lítio, cobalto, fósforo e potássio.
  • Minerais estratégicos, importantes para o superávit comercial — como ferro, ouro e nióbio.

Entre as terras raras, destacam-se praseodímio, neodímio, disprósio e térbio, usados na fabricação de superímãs e tecnologias da transição energética.

Ele ressaltou que “organizar o setor a partir dos minerais críticos e estratégicos é fundamental para o país. Esses minerais são a base das tecnologias da transição energética e do nosso superávit comercial. Com regras claras e instrumentos de fomento, o Brasil tem todas as condições de liderar esse movimento”. 

Governança e novos instrumentos 

O parecer estrutura a governança por meio do Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE). Caberá ao colegiado: 

  • formular diretrizes para o desenvolvimento das cadeias produtivas; 
  • habilitar projetos prioritários; 
  • articular parcerias internacionais; 
  • promover formação de mão de obra especializada; 
  • ampliar o mapeamento geológico; 
  • e comunicar projetos prioritários ao Conselho da República.
     

Entre os instrumentos apresentados aos líderes estão: 

Fundo Garantidor da Atividade Mineral
De natureza privada, o fundo oferecerá garantias para reduzir riscos de crédito em projetos do setor. O patrimônio será formado por cotas da União e das empresas mineradoras, com governança estruturada por comitê gestor, assembleia de cotistas e instituição administradora selecionada por processo público. 

Programa Federal de Transformação Mineral
Voltado ao financiamento do beneficiamento, da transformação e da mineração urbana de minerais críticos e estratégicos. Poderão participar empresas que produzam concentrados, insumos em grau bateria, materiais para ímãs e fertilizantes fosfatados e potássicos. 

Certificado Mineral de Baixo Carbono
De adesão voluntária, valoriza produções com menor intensidade de carbono. Para obter o certificado, as empresas precisarão adotar ações de redução, compensação ou neutralização de emissões e ampliar o uso de fontes renováveis. 

Cadastro Nacional de Projetos de Minerais Críticos e Estratégicos
O registro será obrigatório e reunirá, em um único sistema, informações de projetos credenciados e empreendimentos situados em áreas estratégicas definidas pelo Executivo. 

Apoio dos líderes e próximos passos 

Após a apresentação no Colégio de Líderes, Arnaldo Jardim afirmou que recebeu sinalização positiva das bancadas para acelerar a tramitação da proposta. Ele destacou que a PNMCE oferece previsibilidade, competitividade e segurança aos investidores, além de fortalecer a presença do Brasil nas cadeias globais da transição energética. 

“As bancadas entendem a importância de votarmos com rapidez e entregarmos ao Brasil uma política moderna, transparente e essencial para o desenvolvimento sustentável da mineração”, afirmou. 

Ainda não há data definida para a votação, mas a expectativa é que o tema avance nas próximas sessões deliberativas.

 

Deputado Arnaldo Jardim adianta principais pontos do parecer sobre a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos


Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados